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Mostrando postagens de maio, 2025

Solenidade da Ascensão do Senhor

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Solenidade da Ascensão do Senhor Lc 24,46-53 ASSIM ESTÁ ESCRITO: O CRISTO SOFRERÁ E RESSUSCITARÁ DOS MORTOS AO TERCEIRO DIA E NO SEU NOME SERÃO ANUNCIADOS A CONVERSÃO E O PERDÃO DOS PECADOS A TODAS AS NAÇÕES, COMEÇANDO POR JERUSALÉM. A Solenidade da Ascensão de Jesus é celebrada 40 dias após a Páscoa. A Igreja no Brasil, para facilitar a participação dos fiéis, transfere a Ascensão do Senhor para o Domingo subsequente e, desta forma, a liturgia do 7º Domingo do Tempo da Páscoa cede lugar para a celebração da Ascenção. Nesta solenidade, a Igreja nos convida a termos os olhos voltados para o céu, nossa Pátria definitiva. Como tão bem diz São Paulo: “Vós que ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde está Cristo (Cl 3,1)”. O evangelho é retirado de Lc 24,46-53 e temos nesta perícope as últimas instruções de Jesus (cf. Lc 24,44-49) e a ascensão (cf. Lc 24,50-53). Na primeira parte da perícope Jesus...

Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações

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Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA O LIX DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações (cf. 1 Pd 3,15-16)   Neste nosso tempo marcado pela desinformação e pela polarização, no qual alguns centros de poder controlam uma grande massa de dados e de informações sem precedentes, dirijo-me a vós consciente do quanto, hoje mais do que nunca, é necessário o vosso trabalho de jornalistas e comunicadores. Precisamos do vosso compromisso corajoso em colocar no centro da comunicação a responsabilidade pessoal e coletiva para com o próximo. Ao pensar no Jubileu que estamos a celebrar como um período de graça em tempos tão conturbados, com esta Mensagem gostaria de vos convidar a ser comunicadores de esperança, começando pela renovação do vo...

6º Domingo da Páscoa

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6º Domingo da Páscoa Evangelho Jo 14, 23-29 “SE ALGUÉM ME AMA, GUARDARÁ A MINHA PALAVRA, E O MEU PAI O AMARÁ, E NÓS VIREMOS E FAREMOS NELE A NOSSA MORADA”. Lemos neste domingo a perícope de Jo 14,23-29 na qual Jesus diz aos discípulos como eles deverão manter-se em comunhão com Ele. Cristo reafirma a sua presença e a sua assistência através do Espírito Santo e se despede desejando a Paz. No seguimento de Jesus é necessário que o discípulo ame a Jesus e guarde as suas palavras. Quem ama Jesus e o escuta, identifica-se com Ele, isto é, vive como Ele, na entrega da própria vida em favor da humanidade. No excerto evangélico lemos uma promessa de Jesus: o envio do paráclito (Espírito Santo). O Espírito é enviado para que os discípulos possam continuar a percorrer o “caminho de Jesus” no tempo da Igreja. A missão do Espírito é de ensinar e recordar tudo que Jesus ensinou. A presença d...

Maria, minha mãe Maria!

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Maria, minha mãe Maria! Ainda vivendo a perspicuidade do brilho intenso da Páscoa, no multiplicar das horas que se estendem como uma grinalda de esperança nos tempos desafiadores que vivemos, sob o tilintar do barulho grave da natureza em festa do ressurgir da vida nova, nos propomos a celebrar, como Igreja, a Bem Aventurada Virgem Maria, nossa mãe do céu! E imersos nessa alegria pascal, urge sanar um desejo de todos aqueles que experimentaram e experimentam a força da fé no ressuscitado: queremos ver Jesus! Eis o nosso pedido, nesse mês de maio, à Nossa Senhora: “Iesum ostende nobis” (mostrai-nos Jesus)! Como nas letras sagradas dos santos Evangelhos, parafraseamos o desejo de tantos que queriam fazer a experiência de ver Jesus. Lembro-me dos gregos que procuraram a André e Filipe e manifestaram seu desejo propínquo de ver o mestre (cf. Jo 12,20). Ou o Zaqueu tacanho que subiu na figueira para ver Jesus p...

5º Domingo de Páscoa

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5º Domingo de Páscoa Jo 13,31-33a.34-35 amai-vos uns aos outros como eu vos amei No 5 º Domingo do tempo pascal lemos o evangelho de Jo 13,31-33a.34-35 . Esta passagem vem logo após o lava-pés, onde Jesus já havia dito que um dos doze iria trai-lo. O cenário ainda é o da Ceia Pascal na qual Jesus Se despede dos discípulos e lhes deixa as últimas recomendações e apresenta um resumo coerente de uma vida feita de amor e partilha . Nos versículos 31 e 32 vemos que Jesus faz um discurso de despedida, pois sabe o que está para acontecer , a sua morte. Jesus explica que a sua morte na cruz será a manifestação da sua glória e da glória do Pai. A Glória do Pai e de Jesus manifesta-se, portanto, no amor que se dá até ao extremo, até a doação total da vida na cruz. Nos versículos seguintes (33a.34-35) temos a apresentação do novo mandamento. Esse novo mandamento se enquadra no contexto da partida d...

A Ladainha de Nossa Senhora

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A Ladainha de Nossa Senhora A Ladainha de Nossa Senhora é uma oração de súplica marcada pela repetição de invocações como o ora pro nobis – rogai por nós – e possui diferentes formas na história cristã. É fruto de séculos de veneração a Maria, com modalidades sempre renovadas ao longo da trajetória da Igreja, guiada pelo Espírito Santo. De acordo com alguns pesquisadores, a ladainha dedicada à Nossa Senhora, se originou da ladainha dos santos, cujas raízes remontam ao século V, do texto grego na Ásia Menor. Essa estrutura foi enriquecida com o tempo, agregando outros títulos e nomes sagrados. Entre os diversos formulários, se destaca a Ladainha Lauretana, consolidada entre os séculos XV e XVI, que se tornou uma expressão universal de devoção mariana (BASADONNA; SANTARELLI, 2000). ANTIGOS ESQUEMAS DE LADAINHAS MARIANAS Para compreender o desenvolvimento das súplicas de Nossa Senhora, é pertinente apontar ...

Essas mulheres chamadas mães

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Essas mulheres chamadas mães As mães  são criaturas especiais, especialíssimas,  quase sempre adoráveis. Aí estão elas muitas vezes apressadas, cuidando de mil tarefas antes que o dia acabe, depois   que os filhos foram para a cama, antes de rezar uma última reza para a  Mãe de Jesus. Há essa mãe idosa, que é avó e quase bisavó  sentada numa  poltrona de braços, desfiando as contas de um rosário.  Terminadas as  cinco  dezenas do mistérios da alegria levanta-se.  Percorre com vagar os retratos do seus na parede  da sala  ou em  porta-retratos.  Detém-se um  pouco em Pedro:  Pedro pequeno, primeira comunhão,  formatura, casamento de Pedro, Pedro e seus filhos… netos da velha senhora… Olha os outros retratos com   um doce sorriso dançando em seus lábios… No Natal, no dia das mães,  em seu aniversário  muito...

Na Escola do Espírito: reflexões sobre o perfil de Pedro

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Na Escola do Espírito: reflexões sobre o perfil de Pedro Às vezes, Deus não fala com grandes eventos, mas com sinais pequenos, quase imperceptíveis. Como o vento leve que tocou o profeta Elias no Horeb, assim foi o sopro deixado pelo Papa Francisco no coração da Igreja: um sopro que desestabilizou, aqueceu e orientou. Agora que ele partiu, resta o vestígio como a brasa que continua acesa no altar, mesmo depois que a lâmpada se apaga. Quando os cardeais se reúnem em oração e discernimento, algo maior que a soma das suas vozes começa a tomar forma. O que escutamos nas homilias destes dias não foi apenas um tributo ao sucessor de Pedro que agora repousa, mas um verdadeiro sussurro do Espírito, que fala à Igreja sobre seu próprio coração. Como servidor de uma paróquia com menos de 10 mil habitantes no centro-oeste do Estado de Minas Gerais, eu os escutei como um pároco de aldeia que se senta com seu povo à be...

4º Domingo de Páscoa

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4º Domingo de Páscoa Jo 21,1-19 “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” No 4º Domingo do tempo pascal lemos o evangelho de Jo 10,27-30, o evangelho do Bom Pastor. O 4º domingo da Páscoa é popularmente chamado “Domingo do Bom Pastor”, pois a liturgia propõe a leitura do capítulo 10 de João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor, contudo, segundo liturgistas, como o Frei Alberto Beckhauser, o correto é chamar esse domingo de “domingo do Evangelho do Bom Pastor”. O Capítulo 10 do evangelho de São João faz um discurso a respeito do Bom Pastor. Essa linguagem diz respeito a vida no campo é comum na tradição judaica. No Antigo Testamento se utilizava essa metáfora do pastor e do rebanho. O Profeta  Ezequiel, no seu livro, afirma que os governantes de Israel (reis, sacerdotes, chefes do povo) foram, ao longo da história, falsos pastores que conduziram o Povo por caminhos...

Mês de maio e o testamento mariano do Papa Francisco

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Mês de maio e o testamento mariano do Papa Francisco Durante 12 anos do pontificado do Papa Francisco vimos um gesto muito delicado de devoção mariana. Sempre que o Papa chegava de alguma viagem ou de outras situações particulares ele se dirigia à Basílica de Santa Maria Maior e depositava flores no altar da Virgem venerada como Salus Popoli Romani. Também não se deve esquecer da cena icônica quando, no auge da pandemia do COVID-19, ele atravessa sozinho a Praça de São Pedro e reza por todo o mundo, aos pés do Crucifixo de São Marcelo (crucifixo de veneranda memória, graças à libertação de uma epidemia ocorrida em 1522, em Roma e outros lugares da Itália) e ao ícone acima referido, de Maria Salus Popoli Romani. Traduzindo do latim o título do ícone, venera-se Maria como saúde ou protetora do povo romano, o que, em tempos de pandemia, não somente do povo romano, mas do mundo todo. Uma antiga legenda diz que esse íco...