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Mostrando postagens de agosto, 2025

22º Domingo do Tempo Comum

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22º Domingo do Tempo Comum Lc 14,1.7-14  “PORQUE QUEM SE ELEVA, SERÁ HUMILHADO E QUEM SE HUMILHA, SERÁ ELEVADO”   No evangelho deste domingo vemos Jesus à mesa com os fariseus em um sábado. Lucas narra uma refeição solene de sábado, que se tomava por volta do meio-dia, ao voltar da sinagoga. Para ela eram convidados os hóspedes; durante a refeição, continuava-se a discussão sobre as leituras escutadas durante a liturgia da sinagoga. Os fariseus eram um dos  principais grupos religioso-políticos da sociedade palestina desta época. Dominavam os ofícios nas sinagogas e estavam presentes em todos os passos religiosos dos israelitas. Eram homens que buscavam viver a radicalidade da lei mosaica em suas vidas. Tratava-se de um grupo sério, mas ao absolutizar a Lei, esqueciam as pessoas e passavam por cima do amor e da misericórdia. O excerto evangélico tem duas partes, sendo que a prime...

Catequese inclusiva: um despertar para o ser catequista

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Catequese inclusiva: um despertar para o ser catequista No início de 2016 recebi um convite, mas que isso, recebi a missão de ser catequista junto às crianças da APAE. Eram quatro os catequizandos que deveriam se preparar para a Primeira Eucaristia. Confiaram a mim essa missão por eu ser psicóloga e, com certeza, acreditavam que seria esse o diferencial naquele trabalho. Aceitei o convite com carinho e dedicação e teve início uma caminhada cativante de mútuo conhecimento, partilha e confiança. As expectativas dos professores e colegas catequistas eram enormes e senti medo. O que fazer e como fazer para responder à altura tamanhas expectativas? As respostas surgiram no contato com os pais, mães e com os próprios catequizandos, mediante seu desejo de desenvolver a fé e o conhecimento acerca de Deus. Ali não teve espaço para nenhuma técnica especial de ensino, pois eles não necessitavam de mim como psicóloga....

21º Domingo do Tempo Comum

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21º Domingo do Tempo Comum Lc 13,22-30 “Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!” O Evangelho do 21º domingo do tempo comum inicia indicando que Jesus “Atravessava cidades e aldeias, ensinando e seguindo viagem rumo a Jerusalém” (13,22). Para o evangelista Lucas, a viagem é uma moldura literária que tem o intuito de situar o ensino de Jesus e dar a ele o tom de urgência e empenho que deriva da perspectiva da morte próxima. Um questionador anônimo interpela Jesus a respeito da salvação: “Senhor, são poucos os que se salvam?”. Esta questão era debatida pelos teólogos judaicos. Segundo a teologia dos rabinos, o povo de Israel na sua totalidade seria salvo, enquanto que, para outros grupos apocalípticos, poucos se salvariam. Jesus não entra nessa discussão e usa de uma linguagem simbólica para dizer quem vai se salvar. No entendimento de Jesus não existem pessoas recomendadas junto a Deus, ...

Vocação, um chamado que vem da criação

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Vocação, um chamado que vem da criação A palavra vocação vem do latim vocatio, vocationis e significa chamamento, ato de chamar (vocare) ou escolher, que supõe disposição ou aptidão inerente para algum ofício.  Para uma autêntica função profissional, não basta o querer pessoal ou vontade de outrem, pois, o chamado de cada pessoa depende de sua aceitação livre e de uma análise através de estudos e orientações dos formadores para cada atividade ou profissão. Assim, entendemos que vocação é chamado e envio para exercer um ofício.  Aliás, Deus Criador chama sempre a Sua criatura para realizar alguma atividade, pois, o ser ou existir supõe uma ação. Etimologicamente, a palavra vocação significa um chamado e uma resposta para realizar alguma ação, para a qual Deus Criador e Pai nos criou e enviou.  São características da escolha, o chamado e o envio para uma missão, a gratuidade de Deu...

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

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Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria No dia 15 de agosto, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção de Maria. No Brasil, essa solenidade é transferida para o domingo posterior, permitindo que todos possam participar deste momento litúrgico tão significativo. A Assunção de Maria, definida como dogma pela Igreja, afirma: “declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Deípara, sempre virgem Maria, completado o curso da vida terrestre, foi assumida em corpo e alma na glória celeste” (Pio XII, Munificentissimus Deus , 1950). A Assunção de Maria está profundamente ligada à escatologia e à antropologia cristãs. De acordo com a visão escatológica atual, a ressurreição do ser humano deve ser entendida como um evento integral que ocorre na morte. O que a Igreja crê que acontecerá a todos os homens – a vida íntegra, consumada na comunhão com o Deus Trino – já foi realizado em Mar...

19º Domingo do Tempo Comum

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  19º Domingo do Tempo Comum Lc 12,32-48 “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” A Palavra de Deus que a liturgia do 19º domingo do tempo comum nos convida à vigilância. O Cristão não deve viver de braços cruzados, numa vida de comodismo, mas deve estar sempre atento e disponível para acolher o Senhor. O evangelho do 19º domingo do Tempo Comum é retirado de Lc 12,32-48. Continuamos a ler uma perícope retirada do trecho que narra a caminhada de Jesus rumo a Jerusalém. Nesta caminhada Cristo ensina aos discípulos como devem manter uma vigilância ativa na espera do Senhor, pois este pode chegar a qualquer hora. A primeira parábola, a dos empregados que esperam o senhor chegar de um casamento, destaca a atitude verdadeira de um discípulo: uma espera vigilante e constante. Quanto mais a espera é longa e incerta o momento da chegada, tanto ma...

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM

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18º Domingo do Tempo Comum Lc 12,13-21 “Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” O evangelho do 18º domingo do Tempo Comum é retirado de Lc 12,13-21. Continuamos a ler uma perícope retirada do trecho que narra a caminhada de Jesus rumo a Jerusalém. Nesta caminhada Cristo ensina aos discípulos como devem ser livres perante os bens. A reflexão é desencadeada por uma questão relacionada com a partilha de uma herança. Um homem se queixa a Jesus porque o irmão não quer repartir com ele a herança. Segundo as tradições judaicas, o filho primogênito de uma família de dois irmãos recebia dois terços das possessões paternas (cf. Dt 21,17). O homem que interpela Jesus é, provavelmente, o irmão mais novo, que ainda não tinha recebido nada. Era frequente, no tempo de Jesus, que os “doutores da lei” assumis...